NEURODIREITOS E LIBERDADE MENTAL NA ERA DA NEUROTECNOLOGIA: FUNDAMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DO HABEAS MENS

Autores

  • Lucas Melo Rodrigues de Sousa Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Palavras-chave:

Neurodireitos, Quinta Geração, Habeas Mens, Dignidade da Pessoa Humana.

Resumo

O presente artigo analisa a emergência dos neurodireitos como resposta necessária aos avanços das interfaces cérebro-computador, propondo sua sistematização na quinta dimensão dos direitos humanos. Através de um diálogo entre a teoria dimensional de Paulo Bonavides e a filosofia do reconhecimento de Axel Honneth, investiga-se a insuficiência dos marcos jurídicos vigentes frente à possibilidade de decodificação neural. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-dogmática, utilizando o método dedutivo para fundamentar a proposta do habeas mens, um remédio constitucional prospectivo voltado à preservação da integridade mental e do silêncio neural. Conclui-se pela necessidade de uma tutela jurídica que proteja o forum internum contra a reificação promovida pelo capitalismo de vigilância e pelo uso estatal de tecnologias de monitoramento cerebral, assegurando a soberania cognitiva do indivíduo.

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Melo Rodrigues de Sousa, L. (2026). NEURODIREITOS E LIBERDADE MENTAL NA ERA DA NEUROTECNOLOGIA: FUNDAMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DO HABEAS MENS. Sinapse Múltipla, 15(1), 139–155. Recuperado de https://pucminas.emnuvens.com.br/sinapsemultipla/article/view/37644

Edição

Seção

SINAPSE JURÍDICA